O Autor

O Autor
O motivo desta página tem como intuito dar a conhecer nomeadamente aos elementos deste grupo,todas as nossas actividades em conjunto.Em especial o nosso passeio anual que decorre no mês de Setembro.Visa sobretudo estreitar os laços de amizade já existentes.Mas também reforçar e consolidar através destes eventos que queremos que prossigam por muitos anos.Sabemos que não é facil.Os tempos são outros!O individualismo e alguma vaidade estão a sobrepor-se de alguma forma ao colectivo...este sim agente gerador de congregação irmanados pela mesma causa e que se quer...O companheirismo!...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Bola Nívea

Tenho passado muitas vezes pela marginal de Matosinhos, mas nunca tinha reparado. Hoje, no meu habitual passeio de bicicleta a caminho da praia , parei para descansar um pouco, depois de ter percorrido dez kms bem puxados debaixo de um intenso calor que se fazia sentir. Reparei então numa estrutura de ferro situada no areal da praia, despida e inestética, e logo me lembrei que aquela estrutura suportava em tempos passados uma bola gigante de cor azul com os dizeres "Nívea". Naquela meia hora de permanência, foi um reviver de memórias agradáveis e irrepetiveis. Foi o lembrar de grandes jogos de futebol de praia em pleno inverno, muitas vezes debaixo de chuva e de um frio de "rachar", mas não impeditivo de mesmo assim irmos tomar banho. A risota, originada pela dificuldade em apertar as sapatilhas e o fecho das calças devido ao frio, tarefa muitas vezes conseguida com a ajuda do colega. A satisfação de sabermos que após o jogo iríamos às "Caninhas Verdes" «um tasco que tinha umas iscas como nunca vi, já desaparecido» e outros petiscos petiscos, onde a malta depois de tamanho esforço retemperava as energias gastas no areal. Eu era o único de Vilar, e por isso tinha de ser o primeiro a acordar todos os domingos às oito horas para ir ao Campo Pequeno chamar o pessoal de lá. Éramos cerca de doze «o eléctrico era como se fosso só nosso, mais ninguém viajava aquela hora, e no inverno!... tínhamos dezoito anos, vendíamos saúde...nada nos pegava. Hoje, ao olhar para aquela estrutura com saudade pensei: «no meu tempo esta praia era conhecida pela bola "Nívea" e agora?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Tempo de Saudade

José Capelas

Aproxima-se mais um passeio do grupo, e com ele a saudade de não termos a companhia de dois amigos que nos deixaram prematuramente. O José Capelas falecido em 2000, e o Joel Gomes, falecido em 2006, «faz amanhã dois anos» Fica a lembrança de dois amigos e vizinhos queridos por todos, cuja forma de ser e estar devem ser vistos como exemplo a seguir «servir os outros» Estariam de certeza fisicamente entre nós, em mais uma aventura chamada "Sol e Chuva"mas o destino não o quis. Resta a certeza que os seus vultos e feições, estarão sempre presente na nossa memória. E nesse dia diferente, e de confraternização serão sempre recordadas.


Joel Gomes

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O prazer de uma dedicatória

Um Amigo de Outra Geração
É sempre um prazer renovado encontrarmos alguém com quem não estamos à muito tempo. E quando esse alguém, é uma pessoa por quem temos muita consideração, mais forte é o sentimento do reencontro.Estou a escrever sobre o “Telinhos” regressado ontem de França, para onde emigrou em 2004, por razões profissionais na procura de uma vida melhor para si e sua família. Companheiro de muitas aventuras desde a fundação do grupo, e que partilhou connosco alguns dos mais belos momentos daquilo a que eu intitulo: «um dia diferente» Encontrei-o ontem, juntamente com o “Paulela”. Cumprimentamo-nos, e a primeira pergunta dele foi: Então como vai o Sol e Chuva? – Vai tudo bem, - Respondi eu-. A partir daí foi um desfiar de memórias; lembrando até que mandou fazer uma vitrina, para guardar todos os adereços atribuídos nos passeios em que participou. O entusiasmo na forma como contava essas peripécias vividas, levou-o mesmo a dizer que: «talvez para o ano, venha expressamente de França para poder participar em mais um passeio da malta, que tantas saudades lhe deixaram» È sempre gratificante, ouvir testemunhos sinceros de quem está longe, que sente e vibra com tudo o que se passa, com um grupo que ele ajudou e valorizou com a sua irreverência e alegria contagiante, e que por razões conhecidas o impedem de continuar. Não podia ficar indiferente perante esta prova de carinho, e orgulho manifestado pelo “Telinhos” possuidor dessa característica rara, chamada "espírito de grupo" e que eu muito aprecio e louvo; daí o motivo desta dedicatória, e a quem desejo tudo de bom, e umas boas férias!

Um bom animador, Bom orador, e muito irreverente!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"Na casa de Eça de Queirós"




.A manhã promete, o tempo também, o motorista começa a buzinar e logo se ouvem as bocas: «Ó pá vamos embora que o pequeno-almoço é só no Marco! O pessoal embarca, e a princesinha da Resende faz-se à estrada. Chegados ao Marco, junto ao Tâmega, uma esplanada com mesas bem recheadas de aperitivos espera por nós, e alguém diz: «o presidente desta vez caprichou, que local porreiro!» Come-se e bebe-se vinho branco da zona, o que deixa logo alguns bem dispostos para a continuação da viagem até Tormes, à casa de Eça de Queirós para uma visita guiada sobre a vida do escritor. Chegados ao local, o presidente explica a visita e logo toda a gente se mostrou interessada em conhecer aquele local de cultura portuguesa. Após a visita que foi do agrado de todos, seguimos de Baião para Resende, directos ao restaurante. Lá nos aconchegamos para comer o “Bacalhau com Boroa”, sendo o segundo prato um suculento “Anho Assado”. Após o almoço, foram contemplados com placas de reconhecimento, o Paulo Rubim, Paulo Taveira, Ramiro Tavares, Macario Braga.Para abrilhantar esta fase, eis que surge um tocador de concertina: «Ó meus amigos!... a coisa animou!; com toda a gente a cantar as mamas da cabritinha» O Acácio, e o Bernardino muito animados e bebidos batiam com as mãos na mesa a marcar o compasso. Entretanto o presidente desafiou o tocador para uma desgarrada, e não se saiu nada mal, foi um momento de convívio e alegria recordado por todos. Após o repasto, fomos para Porto de Rei, local lindíssimo junto ao Rio Douro, com piscinas e parque de lazer. E foi por entre cartas e malha, e uns mergulhos no rio e na piscina, que se passou a tarde bem divertida. A ceia que antecedeu o regresso, foi no mesmo restaurante, e como é tradicional, não podia faltar o bolo “Sol e Chuva". Cantou-se, o patrão ofereceu o champanhe, e assim regressamos felizes em mais um dia diferente, com pequenas turbulências pelo meio mas nada de grave, pois isto é o “Sol e Chuva.”

"Macoso, ou Moskoso!"




Oito horas da manhã, desperto com o estalejar dos foguetes, era o sócio a dar o mote a mais um passeio do “Sol & Chuva” Os " «cromos» vão chegando à porta da sede, mata-se o bicho. Entre o sono de alguns, e o despertar de outros, trocam-se”bitaites” e lêem-se as noticias até que chegue a camioneta. Em são convívio, lá vamos nós a caminho de Cabeceiras de Basto.Chegamos a Guimarães, onde fizemos uma paragem de uma hora, tendo o grupo dispersado, e em que cada um deu o seu passeio pela cidade aproveitando para tomar o pequeno-almoço. Viagem tranquila até Cabeceiras, mas há mais 13 km até Macoso, por estrada estreita e sinuosa. Chegados ao local do restaurante, logo nos deparamos com umas lindas vistas sobre terras de Basto. O restaurante com o curioso nome de”Nariz do Mundo” tinha um aspecto típico com os compartimentos todos em madeira, e bancos gastos pelo muito uso, a lembrar uma casa rural. Logo tratamos de nos instalar o melhor possível de forma a ficarmos todos juntos. Vieram as entradas que estavam muito boas, assim como maduro tinto também de boa qualidade. Segue-se o almoço, “Bacalhau Assado na Brasa” regado com bom vinho tinto, depois a “Vitela Assada”, a preceito arrematada com rabanadas de mel à moda do patrão. O almoço decorreu com a habitual tranquilidade e espírito de grupo, com os pratos servidos a serem do agrado de todos. Após o almoço o Polibio proferiu algumas palavras a evocar a memória do Joel Gomes, membro do grupo falecido um mês antes. E como vem sendo habitual ao longo da nossa existência, procedeu-se à entrega de lembrança alusiva ao passeio. Foi oferecido um livro com o sugestivo titulo «História Fotobiografica do Grupo Faça Sol Faça Chuva» “Onze Anos de História”, uma obra bem conseguida que relata todos os passeios do grupo até 2005, e onde todos nos podemos rever nessa obra prima feita por amadores…uma bela lembrança sem dúvida. O José Mateus foi contemplado como sócio do ano, recebendo por isso, os justos aplausos de todo o grupo. Já bem animados fomos passar o resto da tarde num sítio chamado, Lugar do Salto, local de lazer, mas para nossa surpresa, encontramos cavalos e alguns bois, daqueles que os têm compridos, e logo o presidente já bem aquecido,”tripa”que vai fazer uma pega, o que foi de pronto desencorajado pelos outros. Entretanto abre o casino e joga-se às cartas com os protestos do costume, enquanto outros preferem o jogo da malha.Por fim fomos jantar a um café restaurante, que ficava a poucos metros do parque, e em boa hora o presidente se lembrou disso, pois jantamos muito bem, e fomos muito bem recebidos. Aqui há a registar um pequeno incidente entre dois elementos do grupo, logo sanado, e que deu origem à desistência de um desses elementos. Foi mais um passeio de amigos bem passado, com alguns no regresso a dormir por acção do cansaço…e com a firme certeza de que para o ano há mais.


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